Na cama, aqui, remexendo-me como uma hipocondríaca agitada, à espera da resposta, sem saber se há mesmo explicação.
Tento falar Contigo, fazendo promessas impossíveis, tentando perceber se é correcto continuar (por muito estranho que pareça, a promessa fica completamente perto da resposta, continuar, mas eu não quero acreditar que TU estejas a dizer para continuar a sofrer).
Pareço aos olhos de quem não vê, uma completa doente, mas na verdade a minha única doença é tristeza. Infelicidade completa e incompleta, angustia acabada e começada, é na verdade, a não resposta para a solução.
Será que é demasiado abuso querer perguntar o porquê de eu atrair esta preenchida e inacabada vida, transposta com desgosto? Será que sou eu que não dá valor ao certo? Ou tenho sorte, mas não quero agarra-la?
Tudo descai no meu quarto, na minha cama, nas minhas paredes coloridas, pintadas pela vida de quem soou e, tentando, por um mero minuto, saber ao som daquela música, que não te vou deixar ir e querendo que vás, querendo amar-te e, querendo ainda mais que me ames, querendo-te e ainda mais que me queiras, mas ao mesmo tempo que não me ames e que não me queiras. Indo sozinho, sem chorar, mas derramando a lágrima. Saíres da minha vida a querer pertencer-me.
Na vida vejo os problemas como um desastre e como algo completamente sem resolução, sabendo mesmo que a solução existe. Não percebo o porquê de ser assim e, o porquê de simplesmente não seguir em frente.
Eu olho para as pessoas à minha volta tristes e não podendo fazer nada, porque eu, tal como elas, estou triste e, somente ia tornar aquele pequeno momento num completo buraco negro, que ia sugar as estrelas que tanto brilham...
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