sexta-feira, 18 de maio de 2012

Acabou, acabou aquilo que não queria que acabasse!


Gostava de ganhar mais, gostava de ter coragem para o novamente, gostava de tentar pelo menos colocar umas palavras na minha boca e não que se mantivessem na minha mente, gostava de ter coragem de magoar alguém que tanto amo, por me fazer amar assim! Gostava que tudo o que lhe tento dizer para fazer por mim se realizasse tão ou mais rapidamente que eu sentisse que o que perdi conseguisse recuperar, sim estou a falar da minha maior perda, tu… já perdi tanta coisa, já perdi tantas pessoas, já perdi cada sorriso do passado, mas nunca perdi algo que me pertence, nunca perdi algo que sei que ainda continua a pertencer-me, mas não vou poder ficar, porque simplesmente não posso ficar para não ganhar aquilo que nunca ganharei, sim nunca ganhei nada apesar de ser meu, nunca senti que pertencia, apesar de saber que é meu, nunca ouvi uma emoção, mesmo sabendo que ela existe! Só gostava de a ter de volta, apesar de saber que nunca iria ter algo, mas gostava de sentir outra vez a sensação de voltar a ter aquilo, aquilo que sempre quis que fosse meu, apesar de o ser!
Não é possível que a pessoa mude, por muito que queira, por muito que prometa, não vai mudar minimamente! Sem esperança, sem qualquer tipo de ambição, é o amor que me fez vacilar e amar mais do que intensamente amei o passado. É sem dúvida aquele amor que tão pouco tempo durou, mas que tão intenso se tornou! Sim a camisola descoseu e está sem qualquer maneira de se voltar a cozer, já nem serve sequer para me manter quente nos dias frios de Inverno! Tenho que tentar deixar de acreditar neste grande amor que me persegue, tenho que tentar ser feliz, seria óptimo que fosse ele um dos motivadores da minha felicidade, mas tenho a certeza absoluta que não! Já nem sequer posso sonhar com o nosso futuro, porque não consigo ver um, não consigo um bocadinho de coragem para voltar a pensar naquele sonho e naquele futuro!
Acabou, acabou aquilo que não queria que acabasse!

quarta-feira, 16 de maio de 2012


É inacreditável, uma oportunidade de tudo dar certo! Era fantástico que nós estivéssemos a saber tudo num simples silêncio, era bom que desaparecessem fantasmas e palavras por dizer, era bom que obtivéssemos cada resposta como queríamos!
Era bom que cada olhar indicasse o que pensas, como o meu quando olho para o quer que seja, era bom que cada abraço se mantivesse como o simples carregador de amor, era bom que todas aquelas pessoas que gritam, soubessem gritar as palavras certas nos corações das pessoas!
A vida seria uma óptima festa, se as pessoas vivessem na mesma felicidade que elucidam sempre que se reúnem, ouvem música e brindam as suas vidas miseráveis, do ninguém!
Gostava de poder viver aquela vida de drama que a televisão apresenta para nos fazer dançar, sonhar, cantar e pensar naqueles amores típicos das novelas brasileiras que sempre mostram o final feliz!
Todas as coisas melhoram. Todas as coisas dão certo. Todas as coisas são intensamente sentidas na vida. Todas as coisas, são coisas e somente coisas inexplicáveis que nunca se desmoronam naquilo que é os pequenos momentos de ser feliz!

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Ser eu, uma tarefa fácil para uns, mas para mim, a tarefa mais complicada do mundo, sendo eu como sou, completamente deslocada e confusa de mim própria, sendo eu o ser que sou, tornasse muito trabalhoso!
Cada vez mais a missão de ser e viver, é simplesmente um cuidado malévolo para não desequilibrar o meu ser e o prazer de viver!
Tento ser a mais perfeita, pondo de lado os defeitos, sendo mesmo impossível, ponho os defeitos de lado e sou perfeita, mas nem mesmo a perfeita que sou, agrada aos que me são próximos e mais uma vez, o prazer de viver é definitivamente invadido pelo horror de todos os prazeres que se tem pela vida!
Há um beco entre o ser e o viver que se escurece no horizonte, enfraquecido pelo meu ser, sendo no fim o viver, o prazer morto, pelo completo desespero por querer ser imaculada de perfeita e deixar de parte o contentamento por poder viver, disfrutar de uma existência!
Sim, estes dois verbos, conjugados no passado e no presente, que numa vida se unem, na minha, descruzam-se e tornam o futuro obscuramente triste!
Tento sentir o amor, tento sentir o meu próprio amor, mas o meu ser simplesmente não me deixa gostar de mim e o prazer de viver amando a pessoa que sou não acontece! Nunca aconteceu e com a ajuda de seres no passado nunca acontecerá!