terça-feira, 24 de janeiro de 2012

História

Era uma vez, uma graciosa menina, menina com um sorriso estranho e de quem não sorria para quem via, sorria sim para quem merecia, esta menina, de olhos castanhos muito escuros, muito brilhantes, uns olhos solitários. 
O mais defeituoso, era o seu nariz, bastante exagerado e pouco esbelto.
Não era uma menina muito bonita, mas era uma menina graciosa, simples e que gostava de se apaixonar....Mónica era seu nome, bastante simples, o nome soava a rebeldia, mas na verdade uma rebeldia inocente...
Mónica amava um rapaz, que para ela era um paraíso, um local, que quando se entrava, nunca mais de la queria sair, ela sonhava todas as noites poder encontra-lo na sua vida, e ele encontra-la a ela, Mónica amava-o, como uma adolescente consegue amar um outro adolescente, intensamente e desesperadamente, por o conseguir, ela não sabia como esquece-lo, mas também como conquista-lo. Andava sempre isolada, nos seus pensamentos, tinha muitos amigos, mas era nele que pensava...
Por mais que tentasse, que ele saísse da sua vida, por mais conselhos que lhe dessem, não resultava, ainda a fazia ama-lo mais, ainda fazia querer-lo mais.
Indiscreta no seu espaço, Mónica pensava. Pensava como haveria de pensar nele, como ama-lo de outra maneira e não aquela, como se declarar, como lhe mostrar que o queria. Mónica pensava em tudo o que a fazia gostar dele, o que a tinha feito apaixonar-se, como é que ela se tinha apaixonado por ele, o porquê de se ter apaixonado por ele. 
Por mais que tentasse concentrar-se no mundo que a rodeava, não conseguia desligar-se  do que sentia.
...


Mónica pensava nele, sentada num banco de jardim, com os fones nos ouvidos a ouvir a música que a fazia lembrar dele. Estava vestida com calças brancas justas, que realçavam a sua perna e uma t-shirt às flores. Alheia a tudo, não reparou num estranho que ali se tinha sentado e a observara discretamente, discretamente para ela, porque quem la passa-se, notava que o estranho não conseguia desviar o olhar do seu corpo.
 A música parou, Mónica olhou para o mundo que a rodeava, e viu quem estava a seu lado, não teve reacção, ficou simplesmente imóvel, sem dizer uma única palavra, só ouvindo a música que passava no MP3.
O estranho continuava a olha-la, cada vez mais e mais, e ela sem pronunciar uma única palavra acerca daquilo, quando, por mero azar acaba a pilha do MP3, ela não sabia o que fazer, e sem pensar, erguesse muito rapidamente, pega nas suas coisas e começa a andar….
-Não te vás embora…Sou o João. Reparei que estavas aqui sozinha e deu-me curiosidade, uma rapariga como tu aqui sentada, no seu mundo, só tive que me sentar…
-Desculpa, mas já esta a ficar tarde.
-Vá lá…
-Não poço.
- Pelo menos deixa-me levar-te a casa, prometo que não pronuncio uma palavra.
- Ok, pode ser…
- Antes de ires… eu não sei o teu nome, tu já sabes o meu, mas eu 
ainda não sei o teu, como te vou levar a casa, ao menos diz-me quem é a rapariga que vou acompanhar!


-Mónica
…

Durante o caminho o rapaz não pronunciou uma palavra, tal como prometeu, mas não tirou os seus olhos dela, não desviava uma única vez o olhar, como se assim a rapariga chegasse a casa mais segura.
O rapaz entregou-a em casa e foi-se embora, enquanto o rapaz se afastava, Mónica apreciava-o, olhos azuis como o mar; estrutura media; via-se que estava a começar a entrar na puberdade, porque se estavam a começar a definir os seus peitorais; usava aparelho nos dentes.
Mónica não se foi embora, enquanto que o rapaz desaparecesse la no fundo, quando isso aconteceu, entrou em casa e fechou-se no quarto e lembrar-se daquele momento que sempre desejou ter e que nunca mais aparecia.
...


No seu quarto, Mónica sonhou com ele, sonhou que o tinha beijado, sonhou que ele e ela eram felizes para sempre, sonhou que tudo podia ser possível.
-Acorda Mónica!
Está um rapaz ali fora que quer falar contigo urgentemente!
Não o conheço, mas ele diz que é urgente, por isso despacha-te e vai à porta ver o que quer...


Mónica vestiu-se o mais rápido possível e foi à porta, o rapaz estava sentado de calças de ganga e uma camisola com capucho, levantou-se muito rapidamente e aproximou-se...
-Bom dia, desculpa estar a incomodar, mas hoje acordei desejoso de te ver.
-Bom dia, porque passa-se alguma coisa?
-Vem comigo....
-Para onde? Ainda não me disseste o porque de teres vindo! Passa-se alguma coisa?
- Não, não se passa, vem simplesmente comigo.
- Mas porquê eu?
-Não faças perguntas, anda, vem!
Pegou-lhe na mão e puxou-a, ela sentiu a mão dele e parece que ia explodir, tinha uma mão grande e bastante suave, tinha uma maneira de enrolar a mão nela que a fazia sentir segura.
-Vai com calma. Ai não consigo andar tão depressa...
-Desculpa
Ele largou-lhe a mão, cruzaram olhares e ficaram ali, a olhar-se a mirar-se por um  mero segundo, que ambos não queriam que acabasse nunca.
-Ainda não me disseste para onde vamos.
-Para onde? Passa-se alguma coisa?
- Não, não se passa, vem simplesmente comigo. 
- Mas porquê eu?
-Não faças perguntas, anda, vem! 
Pegou-lhe na mão e puxou-a, ela sentiu a mão dele a deslizar e parece que ia explodir. A sua mão era grande e bastante suave, o que ainda a tornava mais proibida. O rapaz enrolava a mão nela de uma maneira que a fazia sentir segura.
-Vai com calma. Ai! Não consigo andar tão depressa...
-Desculpa
Ele largou-lhe a mão.
Cruzaram olhares e ficaram ali, a olhar-se, a mirar-se por um  mero segundo, que ambos não queriam que acabasse nunca.
-Ainda não me disseste para onde vamos.
-Para o local onde te encontrei…
-Fazer?
- Espera e verás…



-Senta-te…
- Ainda não me disseste o que querias…
- Desde ontem que não sei porque não consigo desligar-me de ti e deste local, tu simplesmente ligaste-me a este parque e a este banco de jardim.
Ela não disse nada, não sabia o que dizer. Ele percebeu e também se calou, ficaram calados, alheios ao mundo que passava à sua frente, só a tentar perceber o que pensavam um do outro, o que queriam um do outro.
-Não dizes nada? Não me queres falar de nada? Não me queres falar de ti? Gostava muito de saber quem és, o que és…
- Digo, posso dizer, sou a Mónica, tenho 16 anos e tenho como padrão profissional, ser Advogada. Não te conheço e não sei qual o teu interesse em mim!
- Nem eu, simplesmente me interessei e pronto.
Penso que tu não és como as outras raparigas, tu não és uma rapariga como às outras, que na tua idade, só pensa em compras e roupa, tu pensas em mais coisas para além das compras e da roupa.
- Pois, eu penso em mais coisas, coisas que são muito complicadas.
- Que coisas complicadas?
-Coisas complicadas…
-Ok, não insisto…
- E tu? Também não sei nada de ti!
- Sou o João, tenho 17 anos. Simplesmente neste momento o meu único interesse é saber quem se esconde aí, saber tudo de ti. Simplesmente quero-te contar tudo sobre mim. Quero que saibas quem escondo dentro de mim.
O meu objectivo era mesmo falar contigo, ou isso, ou então ficar a olhar para ti como ontem, a ver-te, a deslumbrar-te…

Ficaram durante toda a manha a falar, a falar e completamente alheios a tudo, simplesmente falavam sem medo, falavam para se satisfazer, apreciavam-se para se provocar, calavam para se ouvir, divertiram-se assim um com o outro, a conhecer-se um ao outro.
...


Durante dias, encontravam-se no mesmo local, à mesma hora, sentavam-se no mesmo banco, na mesma posição.
Durante noites, sonhavam um com o outro, pensavam um no outro, desejavam-se.




 Era um Sábado, bastante quente e luminoso. A rapariga foi para o mesmo sítio, à mesma hora de sempre, e simplesmente não viu o rapaz, ele não estava lá. Ela sentou-se e esperou durante a manhã toda, olhando a quem passava, fixando tudo para ver um rasto dele e, simplesmente nem um som se ouvia. Levantasse, pega na sua mala e vai para casa, a chorar...
No dia seguinte volta, e volta a sentar-se no mesmo sítio, e o rapaz não volta a aparecer. Durante um mês, todos os fim-de semana, todas as manhãs, voltava ao parque e esperava por ele e assim que chegava a casa, chorava!
Até que, num domingo, volta ao parque, esperando mais uma vez por ele, e mais uma vez o rapaz não apareceu...levantasse, completamente calada, não retirando os olhos do chão, percorreu o seu caminho quase a chorar. Chegou a casa, levantou a cabeça, cumprimentou a família, subiu as escadas, muito lentamente e no seu quarto, liga a música da aparelhagem no máximo, deitou-se na cama e chorou, chorou como nunca tinha chorado. O seu cobertor inundava água, e a sua pele ficou flácida como uma idosa, os seus olhos estavam inchados como os de um sapo horrendo, o seu cabelo parecia que não era lavado à dias e o próprio corpo parecia que já não se movia à muito. Não comeu, nem dormiu durante os dias que sucederam, não foi à escola,. Só tinha coragem de sair da cama para ir tomar banho, porque assim podia chorar e ninguém notava com a água a correr....Não aguentou aqueles dias, não conseguia aguenta-los, não tinha força para os aguentar...




Numa manhã, uma manhã tão escura, que parecia noite.
Levantasse e vê na janela uma carta...
Dizia à frente João e no seu interior vinha um papel.
Ela leu-o: 
Eu sei que não tinha o direito de desaparecer da tua vida assim, deixando-te sem resposta, ou mesmo uma mera informação, mas não consegui, só venho dizer-te para não voltares mais aquele banco, nem voltares a lembrares-te do que se passou, nem mesmo do meu nome, para o teu bem, já chegou, tu e eu não podemos ser nada, eu não consigo ser nada contigo, eu não quero nada contigo, simplesmente afasta-te do teu passado, eu não quero mais saber de nós. Não mandes carta de resposta, porque eu não te vou dizer nada, nem me faças perguntas, porque eu não te vou responder, só te digo que não quero mais que as nossas vidas se liguem, por isso, sê feliz, que eu também. 
Cumprimentos.
Nessa mesma manhã, Mónica levantasse, toma banho e o seu pequeno almoço, veste-se, prepara as coisas e sai de casa, com um sorriso e enfrenta a escola e o seu dia, com os problemas e tudo o que aquele dia lhe traria...
Foi assim que enfrentou os outros dias, e os seguintes a esses, sempre com um sorriso na cara, como se não se tivesse passado nada, e a sua vida não se tivesse desmoronado...


Passaram-se dias e ela conseguiu finalmente encontrar quem lhe faz feliz, sem qualquer renuncia, simplesmente amando...
Com a sua vida mudada, o rapaz apareceu de novo, sem lhe pedir autorização, para entrar na sua vida e perguntou-lhe:
- Porque te afastaste?
- Porque foi o que pediste.
- Eu sei, mas porque te afastaste?
- Porque tu não merecias que eu estivesse próxima de ti, alguém que escreve e não diz, não merece que me aproxime e volte atrás, voltava, se me justificasses, mas não fizeste...
- Mas.... Eu ...
-Adeus!

Nunca mais se falaram e Mónica segui sua vida com Bruno, seu novo e grande amor!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Alegra-me o dia, só de te ver, permaneço-me viva e feliz, se me dizes ola, sou diferente por te amar, sou como tudo se me sorrires, sou invejosa quando não me ligas, sou fria, senão me aqueces com as tuas palavras, sou muno tuna, se a mim não me cumprimentas, sou ciumenta se preferes falar com quem não te merece, deixo de brilhar se não vejo esses olhos inocentes a pedir-me que te leve dali, choro se não te vejo a sorrir, paraliso, se não vejo a felicidade como jogas...apetece-me fugir contigo só para te ouvir dizer que me amas...
Que estupidez, amo-te...qual a importância desta palavra?
É  única certeza que tenho, que me pertences, que me sinto livre, porque tu és a minha liberdade, tu és quem eu AMO...
Posso não ser perfeita, mas o que sinto por ti, não tem nenhum defeito, o que sinto por ti é algo que não se pode medir por pessoas, mas sim, por atitudes, por maneiras de se mostrar que se gosta e isso tu não o fazes, tu não consegues mostrar-me o que sentes por mim(ou nãos sentes), por isso aviso-te, se me queres mostrar o que sentes por mim, mostra rápido, porque eu já não tenho paciência para esperar, se não sentes nada, obrigada por me fazeres sentir estas coisas todas, mas já chega, já chega do que sofri no passado, já sofri tudo o que tinha para sofrer, mas por ti não vou sofrer, cansei de sofrer, agora é a minha oportunidade de ser feliz, de me fazerem feliz... 
Amo-te, mas não o suficiente para sofrer....

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Chorar é o que mostra o fim daquilo que sofreste...é o acabou da história do sofrimento, é a decisão que o teu coração toma de que não aguenta mais o sofrimento, a dor.
Chorar é coragem da tomada do fim, é tudo aquilo que sempre quiseste, mas que o coração ainda não estava pronto para fazer.
É a água do adeus, da tristeza, da maldade, do ódio...
O inchaço de uns olhos desesperados, inseguros, fartos do que vêem e não querem ver.
É a vermelhidão do sangue que não corria e que finalmente pode correr sem travar, pode explodir.
Chorar é o abraçar daquilo que foi, e que acabou, daquilo que viveste e não vais viver mais...é o escorrega em que tentaste voar.
É vitima do culpado, é o brinquedo deixado, é chorar...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Encontra-me

Corro à tua procura, não te encontro, desisto e tu apareces!
Quero-te aqui e tu não vens, afasto-me e tu vens a correr!
Por mais que tente esquecer tudo, tudo volta e fica, fica e durante horas não sai, desisto de tentar, mas parece que o coração não quer, prefere sofrer que a desistir...sinceramente não sei qual delas doí mais, se é desistir, se é lutar, as duas doem, doem e muito..
Com o que sofro, quero que chova, para chorar por mim, para te mostrar o que estou a sofrer, mas nem mesmo a chuva chora aquilo que tenho que chorar por ti...
Quando ouço a tua voz, parece que o sol aparece para mostrar o radiante que estou só por te ouvir. 
Por muito que digas que não me amas, eu sei que naquele minuto queres ficar comigo, que naquele segundo queres abraçar-me, beijar-me e dizer que nunca vá embora, naquele milésimo ias pedir-me para te fazer feliz...procuro palavras para te dizer, mas só o silêncio mostra o que te quero falar, só ele me acolhe para ganhar coragem de te dizer que sou eu de quem procuras e não de quem encontraste, sou eu quem mereces e não quem tu tens!
Fui-me encontrar com os teus olhos e percebi que eles me encontraram, mas tu não vês, tu próprio, aí dentro, ainda não me encontraste...
Eu quero-te....

sábado, 7 de janeiro de 2012

Melodia

Produzo para ti, produzo notas graves para ouvires, produzo notas agudas para fugires.
Aqui contigo a ler, só te quero, se aqui não estas desespero.
Nesta Melodia tua, expludo notas em fuga, à espera que voltes e fiques.
A Guitarra toca, mas bastava o meu coração, porque só ele, produz a canção, está apertado, parece que vai sair disparado.
Melodia para ti, porque só para alguém como tu é que escrevo assim.
Olho para ti,
Paixão
Olhas para mim,
Desilusão


Toco-te,
Perdição
Abraço-te,
Ficção

Estou cansada de sofrer,
Estou ansiosa de te ver.

Só contigo,
É morrer
Só contigo,
É viver

Desprezo-te,
Porque te amo,
Quero-te,
Porque te odeio

Estou contigo,
Morro
Longe do que sinto
Vivo

Assim,
Escuridão
Sem ti,
Solidão

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

É tudo tão duro, tudo custa tanto, tudo é difícil, tudo é mau...
Posso estar para aqui a parecer uma parva a escrever, mas na verdade sem escrever parece que os problemas se acumulam, só assim é que me liberto, pode parecer estranho estar a escrever outra vez, depois de um curto espaço de tempo, mas estava mesmo a necessitar...
Cada vez observo mais gente ignorante e falsa, o que te faz perceber, que não vale a pena confiar em ninguém, estou a aperceber-me que as pessoas, só querem a tua amizade porque têm algum interesse e não porque és amigo dos amigos.
Eu gostava de ser alguém de muito especial para os meus amigos, para quem merecesse que eu fosse muito especial, eu não percebo qual o interesse de me magoar, qual é o gozo de me fazer sofrer...deve ter, para acontecer mil e uma vezes, é porque eu devo meter muita piada para alguém, deve ser tão divertido, ver-me a sofrer e sem poder reagir!
As pessoas devem gostar muito de me ver a apodrecer, de ver o meu coração apertado e destruída, ali, sem qualquer força para lutar, sem qualquer reacção, simplesmente a sofrer. Por mais que tente mostrar aos outros que já superei, vem sempre alguém a fazer-me sofrer, sem qualquer compaixão, a saber que eu já tinha sofrido e sem se importar que sofra mais, é tão ridículo e doloroso.
Eu luto, por mais que seja difícil, eu luto contra quem me faz mal, pode ser inútil, que na maioria dos casos é assim que acontece, mas eu ao menos, não posso dizer que não o faço.
Descobri que sou a lutadora que mais obstáculos tem e mais tristeza tem, é tão difícil.
Uma coisa é certa, eu um dia vou conseguir superar e ultrapassar, mas nessa altura terei uma grande ajuda de alguém que certamente me vai fazer feliz, finalmente, porque eu necessito imenso de uma ajuda, já não consigo superar tudo sozinha, já não consigo, é demasiadas coisas para mim, é tudo para mim.
Espero que quem é, que venha depressa porque se não, eu arrebento. Eu morro.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Sou feliz, finalmente

Apetece-me te dizer o quanto te odeio, o quanto me metes nojo,o quanto és falhado, mas não poso, porque assim ia descer ao teu nível... Já tiveste a tua oportunidade e desperdiçaste-a, como atirar uma lata de sumo 
cheia, ao lixo.
Não dá mais, voltar a chorar por ti, voltar a sofrer por ti, não dá mais, voltar a perdoar-te.
Por muito que penses que sou fraca e que sempre que tu queres sou tua, não, tu já não me coleccionas, tu já não brincas comigo e com o que eu sou, por muito que queiras eu não sou um brinquedo, um cromo, que se colecciona, que se guarda e que quando não tem mais interesse que se pode por para um canto.
Eu compreendo, uma vez, compreendo que por vezes nos rebaixamos e nos deixamos levar por uma simples atracção, sim, porque comigo já aconteceu. Compreendo, duas vezes, sim porque nós não somos de ferro, mas não compreendo três, não vales nada por seres assim, não vales nada, por o que me fazes, NÃO VALES...
Tu queres-me de volta sempre que eu sou fraca, mas desta vez não me apanhas, eu desta vez estou forte e consigo lutar contra ti, consigo ser mais forte e poderosa que tu, não sei porque, mas penso que é por te ter esquecido, por me ter apercebido que não vale a pena,  deixar levar um sentimento, pelo qual fui eu que lutei e me tentei enganar, para me aperceber que tu eras o tal, aquele que me fazia feliz, mas era eu quem pensava ser feliz, era eu quem pensava que tu me fazias feliz...


Neste momento, sinto-me feliz, sinto que agora, vou ser mais responsável, mais atenta a quem me quer bem, mais feliz...tu fizeste-me ver que eu era forte e que nem tudo me fazia cair na tua esparrela, nem na tua nem daqueles que fizeram o mesmo!
(espero que gostem)
:)

Ah, já agora...FELIZ NATAL...