O mais defeituoso, era o seu nariz, bastante exagerado e pouco esbelto.
Não era uma menina muito bonita, mas era uma menina graciosa, simples e que gostava de se apaixonar....Mónica era seu nome, bastante simples, o nome soava a rebeldia, mas na verdade uma rebeldia inocente...
Mónica amava um rapaz, que para ela era um paraíso, um local, que quando se entrava, nunca mais de la queria sair, ela sonhava todas as noites poder encontra-lo na sua vida, e ele encontra-la a ela, Mónica amava-o, como uma adolescente consegue amar um outro adolescente, intensamente e desesperadamente, por o conseguir, ela não sabia como esquece-lo, mas também como conquista-lo. Andava sempre isolada, nos seus pensamentos, tinha muitos amigos, mas era nele que pensava...
Por mais que tentasse, que ele saísse da sua vida, por mais conselhos que lhe dessem, não resultava, ainda a fazia ama-lo mais, ainda fazia querer-lo mais.
Indiscreta no seu espaço, Mónica pensava. Pensava como haveria de pensar nele, como ama-lo de outra maneira e não aquela, como se declarar, como lhe mostrar que o queria. Mónica pensava em tudo o que a fazia gostar dele, o que a tinha feito apaixonar-se, como é que ela se tinha apaixonado por ele, o porquê de se ter apaixonado por ele.
Por mais que tentasse concentrar-se no mundo que a rodeava, não conseguia desligar-se do que sentia.
...
Mónica pensava nele, sentada num banco de jardim, com os fones nos ouvidos a ouvir a música que a fazia lembrar dele. Estava vestida com calças brancas justas, que realçavam a sua perna e uma t-shirt às flores. Alheia a tudo, não reparou num estranho que ali se tinha sentado e a observara discretamente, discretamente para ela, porque quem la passa-se, notava que o estranho não conseguia desviar o olhar do seu corpo.
A música parou, Mónica olhou para o mundo que a rodeava, e viu quem estava a seu lado, não teve reacção, ficou simplesmente imóvel, sem dizer uma única palavra, só ouvindo a música que passava no MP3.
O estranho continuava a olha-la, cada vez mais e mais, e ela sem pronunciar uma única palavra acerca daquilo, quando, por mero azar acaba a pilha do MP3, ela não sabia o que fazer, e sem pensar, erguesse muito rapidamente, pega nas suas coisas e começa a andar….
-Não te vás embora…Sou o João. Reparei que estavas aqui sozinha e deu-me curiosidade, uma rapariga como tu aqui sentada, no seu mundo, só tive que me sentar…
-Desculpa, mas já esta a ficar tarde.
-Vá lá…
-Não poço.
- Pelo menos deixa-me levar-te a casa, prometo que não pronuncio uma palavra.
- Ok, pode ser…
- Antes de ires… eu não sei o teu nome, tu já sabes o meu, mas eu
ainda não sei o teu, como te vou levar a casa, ao menos diz-me quem é a rapariga que vou acompanhar!
ainda não sei o teu, como te vou levar a casa, ao menos diz-me quem é a rapariga que vou acompanhar!
-Mónica
…
Durante o caminho o rapaz não pronunciou uma palavra, tal como prometeu, mas não tirou os seus olhos dela, não desviava uma única vez o olhar, como se assim a rapariga chegasse a casa mais segura.
O rapaz entregou-a em casa e foi-se embora, enquanto o rapaz se afastava, Mónica apreciava-o, olhos azuis como o mar; estrutura media; via-se que estava a começar a entrar na puberdade, porque se estavam a começar a definir os seus peitorais; usava aparelho nos dentes.
Mónica não se foi embora, enquanto que o rapaz desaparecesse la no fundo, quando isso aconteceu, entrou em casa e fechou-se no quarto e lembrar-se daquele momento que sempre desejou ter e que nunca mais aparecia.
...
No seu quarto, Mónica sonhou com ele, sonhou que o tinha beijado, sonhou que ele e ela eram felizes para sempre, sonhou que tudo podia ser possível.
-Acorda Mónica!
Está um rapaz ali fora que quer falar contigo urgentemente!
Não o conheço, mas ele diz que é urgente, por isso despacha-te e vai à porta ver o que quer...
Mónica vestiu-se o mais rápido possível e foi à porta, o rapaz estava sentado de calças de ganga e uma camisola com capucho, levantou-se muito rapidamente e aproximou-se...
-Bom dia, desculpa estar a incomodar, mas hoje acordei desejoso de te ver.
-Bom dia, porque passa-se alguma coisa?
-Vem comigo....
-Para onde? Ainda não me disseste o porque de teres vindo! Passa-se alguma coisa?
- Não, não se passa, vem simplesmente comigo.
- Mas porquê eu?
-Não faças perguntas, anda, vem!
Pegou-lhe na mão e puxou-a, ela sentiu a mão dele e parece que ia explodir, tinha uma mão grande e bastante suave, tinha uma maneira de enrolar a mão nela que a fazia sentir segura.
-Vai com calma. Ai não consigo andar tão depressa...
-Desculpa
Ele largou-lhe a mão, cruzaram olhares e ficaram ali, a olhar-se a mirar-se por um mero segundo, que ambos não queriam que acabasse nunca.
-Ainda não me disseste para onde vamos.
-Para onde? Passa-se alguma coisa?
Nunca mais se falaram e Mónica segui sua vida com Bruno, seu novo e grande amor!
...
No seu quarto, Mónica sonhou com ele, sonhou que o tinha beijado, sonhou que ele e ela eram felizes para sempre, sonhou que tudo podia ser possível.
-Acorda Mónica!
Está um rapaz ali fora que quer falar contigo urgentemente!
Não o conheço, mas ele diz que é urgente, por isso despacha-te e vai à porta ver o que quer...
Mónica vestiu-se o mais rápido possível e foi à porta, o rapaz estava sentado de calças de ganga e uma camisola com capucho, levantou-se muito rapidamente e aproximou-se...
-Bom dia, desculpa estar a incomodar, mas hoje acordei desejoso de te ver.
-Bom dia, porque passa-se alguma coisa?
-Vem comigo....
-Para onde? Ainda não me disseste o porque de teres vindo! Passa-se alguma coisa?
- Não, não se passa, vem simplesmente comigo.
- Mas porquê eu?
-Não faças perguntas, anda, vem!
Pegou-lhe na mão e puxou-a, ela sentiu a mão dele e parece que ia explodir, tinha uma mão grande e bastante suave, tinha uma maneira de enrolar a mão nela que a fazia sentir segura.
-Vai com calma. Ai não consigo andar tão depressa...
-Desculpa
Ele largou-lhe a mão, cruzaram olhares e ficaram ali, a olhar-se a mirar-se por um mero segundo, que ambos não queriam que acabasse nunca.
-Ainda não me disseste para onde vamos.
-Para onde? Passa-se alguma coisa?
- Não, não se passa, vem simplesmente comigo.
- Mas porquê eu?
-Não faças perguntas, anda, vem!
Pegou-lhe na mão e puxou-a, ela sentiu a mão dele a deslizar e parece que ia explodir. A sua mão era grande e bastante suave, o que ainda a tornava mais proibida. O rapaz enrolava a mão nela de uma maneira que a fazia sentir segura.
-Vai com calma. Ai! Não consigo andar tão depressa...
-Desculpa
Ele largou-lhe a mão.
Cruzaram olhares e ficaram ali, a olhar-se, a mirar-se por um mero segundo, que ambos não queriam que acabasse nunca.
-Ainda não me disseste para onde vamos.
-Para o local onde te encontrei…
-Fazer?
- Espera e verás…
-Senta-te…
- Ainda não me disseste o que querias…
- Desde ontem que não sei porque não consigo desligar-me de ti e deste local, tu simplesmente ligaste-me a este parque e a este banco de jardim.
Ela não disse nada, não sabia o que dizer. Ele percebeu e também se calou, ficaram calados, alheios ao mundo que passava à sua frente, só a tentar perceber o que pensavam um do outro, o que queriam um do outro.
-Não dizes nada? Não me queres falar de nada? Não me queres falar de ti? Gostava muito de saber quem és, o que és…
- Digo, posso dizer, sou a Mónica, tenho 16 anos e tenho como padrão profissional, ser Advogada. Não te conheço e não sei qual o teu interesse em mim!
- Nem eu, simplesmente me interessei e pronto.
Penso que tu não és como as outras raparigas, tu não és uma rapariga como às outras, que na tua idade, só pensa em compras e roupa, tu pensas em mais coisas para além das compras e da roupa.
- Pois, eu penso em mais coisas, coisas que são muito complicadas.
- Que coisas complicadas?
-Coisas complicadas…
-Ok, não insisto…
- E tu? Também não sei nada de ti!
- Sou o João, tenho 17 anos. Simplesmente neste momento o meu único interesse é saber quem se esconde aí, saber tudo de ti. Simplesmente quero-te contar tudo sobre mim. Quero que saibas quem escondo dentro de mim.
O meu objectivo era mesmo falar contigo, ou isso, ou então ficar a olhar para ti como ontem, a ver-te, a deslumbrar-te…
Ficaram durante toda a manha a falar, a falar e completamente alheios a tudo, simplesmente falavam sem medo, falavam para se satisfazer, apreciavam-se para se provocar, calavam para se ouvir, divertiram-se assim um com o outro, a conhecer-se um ao outro.
...
Durante dias, encontravam-se no mesmo local, à mesma hora, sentavam-se no mesmo banco, na mesma posição.
Durante noites, sonhavam um com o outro, pensavam um no outro, desejavam-se.
Era um Sábado, bastante quente e luminoso. A rapariga foi para o mesmo sítio, à mesma hora de sempre, e simplesmente não viu o rapaz, ele não estava lá. Ela sentou-se e esperou durante a manhã toda, olhando a quem passava, fixando tudo para ver um rasto dele e, simplesmente nem um som se ouvia. Levantasse, pega na sua mala e vai para casa, a chorar...
No dia seguinte volta, e volta a sentar-se no mesmo sítio, e o rapaz não volta a aparecer. Durante um mês, todos os fim-de semana, todas as manhãs, voltava ao parque e esperava por ele e assim que chegava a casa, chorava!
Até que, num domingo, volta ao parque, esperando mais uma vez por ele, e mais uma vez o rapaz não apareceu...levantasse, completamente calada, não retirando os olhos do chão, percorreu o seu caminho quase a chorar. Chegou a casa, levantou a cabeça, cumprimentou a família, subiu as escadas, muito lentamente e no seu quarto, liga a música da aparelhagem no máximo, deitou-se na cama e chorou, chorou como nunca tinha chorado. O seu cobertor inundava água, e a sua pele ficou flácida como uma idosa, os seus olhos estavam inchados como os de um sapo horrendo, o seu cabelo parecia que não era lavado à dias e o próprio corpo parecia que já não se movia à muito. Não comeu, nem dormiu durante os dias que sucederam, não foi à escola,. Só tinha coragem de sair da cama para ir tomar banho, porque assim podia chorar e ninguém notava com a água a correr....Não aguentou aqueles dias, não conseguia aguenta-los, não tinha força para os aguentar...
Numa manhã, uma manhã tão escura, que parecia noite.
Levantasse e vê na janela uma carta...
Dizia à frente João e no seu interior vinha um papel.
Ela leu-o:
Eu sei que não tinha o direito de desaparecer da tua vida assim, deixando-te sem resposta, ou mesmo uma mera informação, mas não consegui, só venho dizer-te para não voltares mais aquele banco, nem voltares a lembrares-te do que se passou, nem mesmo do meu nome, para o teu bem, já chegou, tu e eu não podemos ser nada, eu não consigo ser nada contigo, eu não quero nada contigo, simplesmente afasta-te do teu passado, eu não quero mais saber de nós. Não mandes carta de resposta, porque eu não te vou dizer nada, nem me faças perguntas, porque eu não te vou responder, só te digo que não quero mais que as nossas vidas se liguem, por isso, sê feliz, que eu também.
Cumprimentos.
Nessa mesma manhã, Mónica levantasse, toma banho e o seu pequeno almoço, veste-se, prepara as coisas e sai de casa, com um sorriso e enfrenta a escola e o seu dia, com os problemas e tudo o que aquele dia lhe traria...
Foi assim que enfrentou os outros dias, e os seguintes a esses, sempre com um sorriso na cara, como se não se tivesse passado nada, e a sua vida não se tivesse desmoronado...
Passaram-se dias e ela conseguiu finalmente encontrar quem lhe faz feliz, sem qualquer renuncia, simplesmente amando...
Com a sua vida mudada, o rapaz apareceu de novo, sem lhe pedir autorização, para entrar na sua vida e perguntou-lhe:
- Porque te afastaste?
- Porque foi o que pediste.
- Eu sei, mas porque te afastaste?
- Porque tu não merecias que eu estivesse próxima de ti, alguém que escreve e não diz, não merece que me aproxime e volte atrás, voltava, se me justificasses, mas não fizeste...
- Mas.... Eu ...
-Adeus!
...
Durante dias, encontravam-se no mesmo local, à mesma hora, sentavam-se no mesmo banco, na mesma posição.
Durante noites, sonhavam um com o outro, pensavam um no outro, desejavam-se.
Era um Sábado, bastante quente e luminoso. A rapariga foi para o mesmo sítio, à mesma hora de sempre, e simplesmente não viu o rapaz, ele não estava lá. Ela sentou-se e esperou durante a manhã toda, olhando a quem passava, fixando tudo para ver um rasto dele e, simplesmente nem um som se ouvia. Levantasse, pega na sua mala e vai para casa, a chorar...
No dia seguinte volta, e volta a sentar-se no mesmo sítio, e o rapaz não volta a aparecer. Durante um mês, todos os fim-de semana, todas as manhãs, voltava ao parque e esperava por ele e assim que chegava a casa, chorava!
Até que, num domingo, volta ao parque, esperando mais uma vez por ele, e mais uma vez o rapaz não apareceu...levantasse, completamente calada, não retirando os olhos do chão, percorreu o seu caminho quase a chorar. Chegou a casa, levantou a cabeça, cumprimentou a família, subiu as escadas, muito lentamente e no seu quarto, liga a música da aparelhagem no máximo, deitou-se na cama e chorou, chorou como nunca tinha chorado. O seu cobertor inundava água, e a sua pele ficou flácida como uma idosa, os seus olhos estavam inchados como os de um sapo horrendo, o seu cabelo parecia que não era lavado à dias e o próprio corpo parecia que já não se movia à muito. Não comeu, nem dormiu durante os dias que sucederam, não foi à escola,. Só tinha coragem de sair da cama para ir tomar banho, porque assim podia chorar e ninguém notava com a água a correr....Não aguentou aqueles dias, não conseguia aguenta-los, não tinha força para os aguentar...
Numa manhã, uma manhã tão escura, que parecia noite.
Levantasse e vê na janela uma carta...
Dizia à frente João e no seu interior vinha um papel.
Ela leu-o:
Eu sei que não tinha o direito de desaparecer da tua vida assim, deixando-te sem resposta, ou mesmo uma mera informação, mas não consegui, só venho dizer-te para não voltares mais aquele banco, nem voltares a lembrares-te do que se passou, nem mesmo do meu nome, para o teu bem, já chegou, tu e eu não podemos ser nada, eu não consigo ser nada contigo, eu não quero nada contigo, simplesmente afasta-te do teu passado, eu não quero mais saber de nós. Não mandes carta de resposta, porque eu não te vou dizer nada, nem me faças perguntas, porque eu não te vou responder, só te digo que não quero mais que as nossas vidas se liguem, por isso, sê feliz, que eu também.
Cumprimentos.
Nessa mesma manhã, Mónica levantasse, toma banho e o seu pequeno almoço, veste-se, prepara as coisas e sai de casa, com um sorriso e enfrenta a escola e o seu dia, com os problemas e tudo o que aquele dia lhe traria...
Foi assim que enfrentou os outros dias, e os seguintes a esses, sempre com um sorriso na cara, como se não se tivesse passado nada, e a sua vida não se tivesse desmoronado...
Passaram-se dias e ela conseguiu finalmente encontrar quem lhe faz feliz, sem qualquer renuncia, simplesmente amando...
Com a sua vida mudada, o rapaz apareceu de novo, sem lhe pedir autorização, para entrar na sua vida e perguntou-lhe:
- Porque te afastaste?
- Porque foi o que pediste.
- Eu sei, mas porque te afastaste?
- Porque tu não merecias que eu estivesse próxima de ti, alguém que escreve e não diz, não merece que me aproxime e volte atrás, voltava, se me justificasses, mas não fizeste...
- Mas.... Eu ...
-Adeus!
Nunca mais se falaram e Mónica segui sua vida com Bruno, seu novo e grande amor!
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